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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O PDCA e o Six Sigma DMAIC são metodologias complementares
01 de novembro de 2011
Alberto Pezeiro¹
Essa duas metodologias são complementares e funcionam muito bem juntos.
Entenda melhor lendo esse texto. Até o início da década de 90 o ciclo de
Melhoria Contínua PDCA (Plan – Do – Check – Act) era utilizado pela maioria das
organizações que possuíam uma iniciativa de melhoria contínua dentro do seu
sistema de gestão. Era bastante utilizado, principalmente, pelas grandes
montadoras de automóvel e seus fornecedores, assim como na indústria de eletroeletrônica.
Trazia a disciplina do método para as iniciativas de melhoria de processos,
assim como introduzia a organização no uso das ferramentas analíticas básicas,
ou como ficaram mais conhecidas, as sete ferramentas básicas da qualidade:
Diagrama de Pareto, Diagrama de Causa e Efeito, Lista de verificação,
Histograma, Diagrama de Dispersão, Gráfico Linear e Carta de Controle. O grande
foco era a resolução dos problemas de qualidade.
A partir da década de 90, com a popularização dos softwares estatísticos
mais baratos e user-friendly, e com o aumento da necessidade do uso de
ferramentas analíticas mais poderosas para ajudar as organizações a entender
melhor o que causava variação nos seus principais indicadores, além da pressão
crescente por resultados de negócios cada vez mais ambiciosos, passou-se a
adotar, pela maioria das organizações, o Seis Sigma DMAIC (Define, Measure ,
Analyze, Improve, Control), criado inicialmente na Motorola e aperfeiçoado
posteriormente na GE (onde foi criada a fase Define que não existia na versão
original), Allied-Signal Honeywell, Whirlpool, entre outros.
Essas organizações partiam, não apenas dos indicadores de qualidade,
como era mais comum no caso do PDCA, mas usavam o poder analítico das
ferramentas estatísticas do DMAIC para desenvolver projetos para melhorar a
satisfação do cliente, aumentar a receita, reduzir custos fixos e variáveis,
além de gerar mais caixa livre para que as organizações pudessem realizar mais
investimentos. As ferramentas estatísticas como Cálculo de Capabilidade, Teste
de Hipótese, ANOVA, Análises de Regressão, DOE, entre outras, passaram a ser
largamente empregadas para entender a variação nos principais indicadores de
negócio (KPI’s ou Key Performance Indicators) e, para a partir desse entendimento,
melhorar os processos e gerar benefícios financeiros e de satisfação de
cliente.
O PDCA ainda é o coração da maioria dos modelos de gestão adotados nas
organizações com iniciativas de melhoria contínua e é complementado pelo DMAIC
e suas ferramentas estatísticas mais avançadas. Adotar o DMAIC não significa de
forma alguma substituir o PDCA, mas evoluir o Sistema de Gestão para um modelo
com maior poder analítico, focado em todos os indicadores empresariais (e não
apenas nos indicadores de qualidade) e que procura avaliar os benefícios
financeiros que o Sistema de Gestão traz para a organização.
Na metodologia Seis Sigma DMAIC nem toda a empresa é treinada com o
mesmo nível de proficiência. Os níveis de proficiência seguem uma analogia com
as faixas das artes marciais, ou seja, vai do nível básico (White Belt e Yellow
Belt), até o nível intermediário (Green Belt), avançado (Black Belt) até o
nível de líder da iniciativa (Master Black Belt). O antigo treinamento de PDCA
é bastante parecido com os treinamentos de White e Yellow Belt.
Esses treinamentos não exigiam do participante que liderassem um projeto
de melhoria, mas capacitava-os a fazer parte de equipes trabalhando em projetos
de melhoria de indicadores da qualidade. Já a participação em treinamento de
Green Belt e Black Belt torna obrigatório o desenvolvimento de um Projeto Seis
Sigma em paralelo ao treinamento. É o retorno sobre o investimento feito pela
companhia e a oportunidade do treinando aplicar a metodologia e as ferramentas
aprendidas.
Portanto, PDCA e DMAIC são complementares, podendo-se considerar o Six
Sigma DMAIC como a evolução natural do PDCA que continuará presente como o
núcleo inicial da iniciativa de melhoria contínua. Nada mais natural, então,
que as empresas que já possuem a iniciativa do PDCA evoluam em algum momento
para o uso do Six Sigma DMAIC, algo que vem ocorrendo com a grande maioria das
organizações que hoje são referência em excelência operacional nos seus setores
de atuação.
¹Alberto
Pezeiro é sócio fundador e presidente da Seta –
Desenvolvimento Gerencial.
Fonte:
http://qualidadeonline.wordpress.com/2011/11/01/o-pdca-e-o-six-sigma-dmaic-sao-metodologias-complementares/
Acessado
em 01 de novembro de 2011.
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ciclo PDCA,
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